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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Domingo, Maio 04, 2008

MOEDAS... MOEDAS...



Está se tornando relativamente comum, em minhas conversas jurássicas, a memória falhar ao tentar relembrar algum fato passado.
Principalmente se o assunto envolve valores monetários... Aí se torna uma missão quase impossível, uma vez que a nossa moeda já mudou tantas vezes que fica difícil imaginar o valor histórico de algo ou até mesmo lembrar o nome da moeda da época.
Por esse motivo, no intervalo do clássico que decide o campeonato carioca, republico uma pequena pesquisa com os nomes das diversas moedas que já tivemos na história deste País.

1550 a 1942 – REAL.
Pois é... O Real – Réis no plural – já foi moeda nestas terras.
Na verdade era a unidade monetária colonial portuguesa. A primeira Casa da Moeda brasileira foi construída em 1694, em Salvador/Bahia.
Com o tempo e a desvalorização o padrão monetário passou a ser o Mil-Réis. Nessa época “um conto de Réis” era 1.000 Mil-Réis ou um milhão de Réis.
Meu pai conheceu...

1942 a 1967 – CRUZEIRO.
Moeda instituída por Getúlio Vargas.
É a moeda das minhas lembranças infantis.

1967 a 1970 – CRUZEIRO NOVO.
Cortou três zeros do Cruzeiro.
Foi nessa época, em 1968, que mudei para o Rio de Janeiro.

1970 a 1986 – CRUZEIRO.
Período do “Milagre Brasileiro”. Pegou a hiperinflação dos anos oitenta. A última nota impressa tinha o valor de 100.000 Cruzeiros.

1986 a 1989 – CRUZADO.
A moeda do Plano Cruzado. Cortou três zeros do Cruzeiro.

1989 a 1990 – CRUZADO NOVO.
Outro corte de três zeros. Durou somente um ano e dois meses. A inflação nesse período foi de 2.751%. Você não entendeu errado, é isso mesmo: dois mil, setecentos e cinqüenta e um por cento.
Você lembrava disso? Foi a menos de vinte anos...

1990 a 1993 – CRUZEIRO. (Novamente)
Era o Plano Collor.

1993 a 1994 – CRUZEIRO REAL.
Foi a moeda de transição para o Plano Real. Vigorou junto com a URV (Unidade Real de Valor). Lembra? Há 14 anos...

1994 até os dias atuais – REAL.

O ciclo se completou e voltamos ao Real. Talvez, num futuro não muito distante, voltemos a chamar a nossa moeda de Réis. Eu não me surpreenderia...
Aqueles, como eu, que estão com a memória falhando, podem imprimir essa pequena relação e guardar dobradinha na carteira. Quando, na roda de bate papo, o assunto esbarrar em algum valor antigo e ninguém lembrar a moeda da época, poderemos sacar a carteira e dizer - ARRÁÁ... Eu sei!!


Fonte de consulta: Revista TERRA- Maio de 2005, Editora Peixes.

::: Relembrado por Paulo 5:19 PM

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