![]() |
|||||
|
Seqüência dos Dinos ::primeira semana:: ::segunda semana:: ::terceira semana:: ::quarta semana:: ![]() ![]()
Sítio Arqueológico ![]() template by te odeio |
"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield Folhinha do Sagrado Coração de JesusQuem é do tempo em que a Cleópatra tinha medo de cobra, como é o nosso caso, há de lembrar da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, editada pela Editora Vozes. Na casa da minha tia, era sagrado: todo início de ano ela estava pendurada na parede do corredor e eu era o encarregado de tirar a pagela (como chamavam cada folha diária do calendário), revelando o dia em que estávamos. Aliás, no tempo em que eu morei com meus tios, no bairro carioca da Piedade, ela não se chamava “Folhinha”. Era “Almanaque do Sagrado Coração de Jesus”. Isso porque cada pagela trazia diversas informações e curiosidades típicas de almanaque, como o do Capivarol, do Biotônico Fontoura... (já postei aqui texto sobre eles?) Se alguém quisesse saber informações fundamentais para o nosso cotidiano, como qual o santo do dia (hoje, domingo, 15 de novembro, é dia de Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja), era só recorrer à Folhinha. Para muita gente, saber o santo da vez era fundamental. Houve época em que famílias colocavam o nome na criança de acordo com o santo do dia. Já conheci um “Eleutério” que se chama assim por ter nascido em 20 de fevereiro, dia do santo com este nome. Atualmente, este hábito está em franco desuso. Se a criança nasce em família, digamos, de poucos recursos financeiros, acaba recebendo nomes como “Jennyfer Chrystyany”, “Wanderglaysson” ou “Máicol”. Mas a folhinha revela também em que lua estamos, quantos dias do ano já se passaram e quantos faltam para o 365o. Há também, ao longo dos dias, informações sobre educação, dicas de saúde e bem-estar, receitas culinárias, charadas, piadinhas levinhas, como: “Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados...Um morreu, o outro não, por quê? Porque um deles era Longa Vida”. Rá, rá... E tem ainda curiosidades, na linha do “você sabia?”. Lembro que foi numa folhinha do Sagrado Coração que eu aprendi que muitos animais, como o cão, por exemplo, possuem a visão em preto e branco. Contudo, alguns bichos enxergam melhor do que o homem, inclusive conseguem ver uma parte dos raios infravermelhos, que lhes permite caçar durante a noite, já que um corpo emite raios infravermelhos conforme a sua temperatura. Há, é claro, muitos textos religiosos católicos, trechos da Bíblia etc. E às vezes tem pagela do dia com “pensamentos edificantes” de autores diversos. A próxima edição da Folhinha será a 71a., o que significa que ela está presente em vários lares desde 1940. Atualmente, a tiragem do calendário já está na casa dos 600 mil exemplares (já foi de mais de um milhão e 200 mil, nos anos 80). Eu vou adquirir o meu exemplar de 2010, é claro. Só de ver aquela estampa, com a frase “Coração de Jesus abençoai este lar” já me traz boas lembranças de minha infância... Daquele tempo em que as luzes da casa eram acesas às 18h; nós, crianças, tínhamos que pedir a bênção aos mais velhos, tudo ao som de Julio Louzada e com o indefectível copo d’água ao lado do Rádio... PteroMarco ::: Relembrado por Jack 2:36 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Jonny QuestEsta produção da Hanna-Barbera, foi ao ar pela primeira vez na TV americana, pelo canal CBS em 18 de setembro de 1964. O desenho mostrava as aventuras de um garoto loiro tipicamente americano, chamado Jonny Quest, juntamente com seu pai o cientista Dr. Benton Quest, seu assistente e guarda-costas Roger "Race" Bannon e um garoto hindu chamado Hadji, além do sempre engraçado Bandit, o mascote da turma. O Dr. Benton Quest era convocado para missões perigosas, a serviço do governo, sempre envolvendo ciência e mistério, além de espionagem. Roger, o guarda-costas, era uma espécie de babá dos meninos, sempre os salvando das enrascadas. Bandit, o cãozinho do grupo, curioso e muito assustado por natureza, era muitas vezes vítima de monstros e animais das selvas. O desenho se tornou um grande clássico com o passar dos anos e em 1987 ganhou uma nova versão com 13 episódios que não tinham o charme do clássico de 1964. Em 1996 e 1997 foram gravados novos episódios com um Jonny Quest mais adulto, porém perdeu-se totalmente a personalidade e o estilo da série original, além da mudança do traço dos personagens. O resultado final ficou muito aquém do que se esperava de um desenho com tantos recursos de roteiro como era a antiga série. A-d-o-r-a-v-a este desenho... Santo Youtube, amém! Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 7:43 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Sábado, Outubro 31, 2009 WWW.West, James West ::Se estiver sem dentadura: ![]() Alguns compositores têm o dom de transpor para suas letras momentos do cotidiano com uma clareza tamanha, que fica muito fácil para qualquer um se identificar com aquelas palavras. O Chico Buarque, por exemplo, tem uma música exatamente com esse título – Cotidiano (1971) – que é incrível. Tem também uma outra composição sua menos conhecida, que acho muito legal, do disco Ópera do Malandro (1979), chamada Doze Anos. Essa música é o tema do meu post de hoje. Doze Anos (Chico Buarque) (clique para ouvir na Rádio UOL) Ai, que saudades que eu tenho Dos meus doze anos Que saudade ingrata Dar banda por aí Fazendo grandes planos E chutando lata Trocando figurinha Matando passarinho Colecionando minhoca Jogando muito botão Rodopiando pião Fazendo troca-troca Ai, que saudades que eu tenho Duma travessura O futebol de rua Sair pulando muro Olhando fechadura E vendo mulher nua Comendo fruta no pé Chupando picolé Pé-de-moleque, paçoca E, disputando troféu Guerra de pipa no céu Concurso de piPoca(*) (*)Na letra original não é concurso de “pipoca”. O Chico trocou uma letrinha nessa versão mais light, mas quem quiser pode ver e ouvir um trecho da peça Ópera do Malandro com a letra original aqui mesmo. Essa letra do Chico fala da infância de qualquer moleque dos anos cinquenta ou sessenta. A começar pelo diálogo entre ele e Moreira da Silva, logo no início da gravação, que aborda o “teste da farinha”. Pura sacanagem, mas quem tem menos de 40 anos de idade provavelmente nem sabe do que se trata. Vejamos os pontos comuns entre a minha infância e a canção: - Eu também fiz muitos planos, grandes e pequenos. - Eu chutei lata e vivia com o dedão arrebentado. - Trocar figurinhas era habitual. Eu tinha centenas de repetidas para esse fim. - Matar passarinho... Uma das minhas recordações mais dolorosas é a de quando vi no chão o passarinho que matei com uma espingardinha de pressão. Primeiro e único. Dali em diante a espingarda só foi usada para tiro ao alvo com setinhas. Com o estilingue eu era péssimo e não acertava nada, apesar de treinar muito em lagartixas e calangos com a minha munição de bolotas de mamona. - Nunca colecionei minhoca, nem conheci alguém que colecionasse... Exceto o Bolinha, da Luluzinha, que tinha uma caixa cheia, lembram? - Jogar botão era um dos meus passatempos prediletos numa determinada época. Tinha botões de todos os tipos e tamanhos. Era uma coisa meio bagunçada, mas era legal. - Rodar pião já era uma coisa mais elaborada. Eu tinha piões de diferentes cores e formatos, para diferentes finalidades. Os “batatinhas” eram para brincar, rodar na mão, na unha... Os maiores, de ponta afiada no esmeril, eram para as disputas de tirar da roda ou rachar o pião do adversário. - “Fazendo troca-troca”... A descoberta do sexo e da própria sexualidade. Foi nessa época. - Travessuras... Fiz muitas, mas nenhuma muito séria. - Futebol de rua... Joguei também, apesar de ser um perna-de-pau. Minha turminha era mais privilegiada, tínhamos um campinho de terra. - Pular muro era comum. Tínhamos vários atalhos passando por quintais vizinhos. - “Olhando fechadura e vendo mulher nua”... Hummm... A empregada do meu amigo de infância, João O., foi muito observada em seus banhos. Detalhe: ela sabia e colaborava! ;) - “Comendo fruta no pé”... Uma das minhas mais deliciosas lembranças de infância, sem dúvida, é essa. - “Chupando picolé... Pé de moleque, paçoca”... Saudades dos picolés de milho verde e creme holandês... - “Guerra de pipa no céu”... Por incrível que pareça, na minha época em Sorocaba não havia muita guerra, apesar de muita pipa. Havia uma coexistência pacífica nos ares. - “Concurso de pi_oca”... Na realidade, fazíamos concurso de tudo naquela época, qualquer coisa era pretexto. De cuspe à distância, de arroto mais alto, de peido... E esse citado na música era somente mais um. Mas nunca ganhei troféu. Nos meus doze anos eu estava cursando o ginasial em Sorocaba e dois anos depois viria para o Rio de Janeiro. Guardo muitas saudades desse tempo. Grande Chico, obrigado. ::: Relembrado por Paulo 11:20 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Outubro 19, 2009 A TV que te viu![]() Estava eu zanzando pela Internet, quando me deparei com um site que me fez sentir o gosto de Mentex na boca, misturado com um copo de Crush geladinho, arrematado com um punhado de biscoitos salgadinho Piraquê. Querem saber o que me provocou todas estas "madeleines"? O site Mofolândia.
O nome é meio esquisitão, mas o conteúdo... Se você tem mais de 40 anos, se você é do tempo em que se colocava bombril na ponta da antena para melhorar a imagem, em algum momento você vai fazer "hummmmm...", quando explorar o site. Agora imagina o rapaz aqui, declaradamente admirador de antigos seriados e desenhos (não sei se vocês já repararam...), se deparando com fotos e curiosidades de séries como: "Aventuras Submarinas" (vou confessar uma coisa a vocês: quando eu via este seriado queria ser o "Mike Nelson" quando crescesse. Cheguei a pedir para a minha mãe me matricular num curso de mergulhador), "Agente Fantasma" (meus vizinhos sofriam com aquele moleque "ninja" que vivia trepando nos muros, aparecendo subitamente na frente deles...a gente faz cada merda quando é criança, não é?),
"Guerra, Sombra e Água Fresca" (Quem se lembra do capitão nazista gritando, irado: "Hogaaaaaan!"), "Brasinhas do espaço" (este era um desenho. Lembram do "Escoteiro", "Sábio", "Xereta", "Jenny" e o cão "Estrelinha"?), "Carangos e Motocas" (Outro desenho. Willie contra a Turma do Chapa. E o bordão: "Eu te disse, não disse? Eu te disse, eu te disse..."). * Pois lá tem tudo isso e muito mais!
Lá, fiquei sabendo de informações absolutamente úteis para a minha vida. Vocês estão rindo? Como é que eu nunca pude perceber o que a "Endora" (mãe da "Samantha", a Feiticeira), a "Wilma Flintstone" e a "Maureen Robinson" (a mãe da família do "Perdidos no Espaço") tem em comum? Vocês sabem?
A dubladora. Todas foram dubladas por Helena Samara. Depois que eu li a entrevista dela no site, onde ela revelou os personagens que dublou, passei mentalmente as vozes deles na minha mente e vi que era óbvio. Só eu não tinha percebido. * Ah! O site também tem uma coisa que eu adoro. Trívia. Ou Quiz, se quiserem. Das 20 perguntas que tem lá, só acertei oito. Meio fraco, né? Vai lá e vê se você faz um escore maior e depois me conta. * Acreditem: o site merece uma visita prolongada. Depois que eu saí dele, desliguei o computador, e várias musiquinhas daquela época começaram a tocar nos alto-falantes da minha mente. E eu passei o resto da tarde cantarolando coisas como:
"Capitão América lança seu escuuuuuudo..." PteroMarco ::: Relembrado por Jack 8:58 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Outubro 12, 2009 Lembranças infantis![]() Lembro do muro no qual ficava na infância, brincando com a garotada do prédio vizinho. Lembro dos tombos e dos machucados de joelho que minha mãe colocava mercúrio-cromo. Lembro das broncas da minha mãe. Lembro de anáguas e combinações que pinicavam. Lembro da vizinha fofoqueira. Lembro de catar conchinhas na praia. Lembro de sentarmos nos bancos da praia para secarmos o bumbum para não molhar o estofamento do carro. Lembro do sorvete Kibon que era vendido em carrocinhas. Lembro de que quando tinha dor de garganta, mamãe pincelava minha garganta com Colubiazol. E não era spray ainda não! Lembro de quando essa garganta estava inflamada, nada de sorvete, só pirulito. Que eram colocados ao redor da beirada dessa mesma carrocinha da Kibon. Alguém mais se lembra disso? Lembro da amarelinha, da cabra cega, do esconde-esconde, da queimada e do passa anel. Lembro das imagens do caleidoscópio. Que coisa linda! Visão pré-psicodélica! Lembro de brincar de escolinha na escadaria do apartamento sobreposto. Lembro que por causa disso, queria ser professora. Lembro da primeira edição televisiva do Sítio do Pica Pau Amarelo. Lembro que viajar para São Paulo era quase uma aventura. E parecia muito mais longe do que na verdade é. Lembro das pecinhas de madeira que fazíamos castelos medievais. Lembro do Lig-Lig e dos Pinos Mágicos. Lembro do meu macaquinho de pelúcia (pois é, o meu não era um ursinho). Lembro do Conga azul que usava para ir à escola. Lembro dos chicletes cor de rosa que tinham um aroma delicioso. Mas não era ainda o Ping-Pong. Ainda não, pois acho que sou mais velha do que eles. Lembro das sessões de cinema matinais onde minha mãe me levava para ver Tom & Jerry. Lembro também da bruxa horrorosa do filme Cinderela da Disney. Lembro de comprar drop’s Dulcora quando ia ao cinema (hortelã, tutti-fruti ou aniz). Lembro de meu cachorro Pingo, que minha mãe mandou embora porque comeu as roupas do varal. Lembro da minha vitrola Sonata. A minha era vermelha. Da casa da minha avó era igualzinha, só que verde. Lembro dos disquinhos coloridos de estórias, da minha irmã. Lembro das brigas de criança e que a gente corria pra saia da mãe. Lembro da saia rodada xadrez da professora do Jardim da infância. Lembro da horta e da gruta que tínhamos dentro da escola. Lembro do anfiteatro que encenávamos as peças e na qual nos formamos no curso primário. Lembro da freirinha que era nossa diretora. Lembro da saia azul marinho plissada da escola, que foi substituída pela cinza sem pregas. Lembro de dobrá-las na cintura, para que ficassem mais curtas. Lembro das meias 3/4 brancas. Que quando começavam a perder o elástico, davam um trabalho danado para mantê-las abaixo do joelho. Lembro do uniforme de educação física que tinha um ridículo calção vermelho por baixo da curta sainha branca plissada. Lembro que íamos à escola com blusas de tergal brancas, com o distintivo da escola colado no bolso. Lembro do aventalzinho xadrez branco e rosa do Jardim da Infância. Lembro das medalhas que usavam os três primeiros colocados da classe. Lembro das lições e do caderno de caligrafia. Lembro de ter que decorar poesias para apresentações no pátio da escola. Já tinha então muita dificuldade para isso. Lembro do sapato preto de amarrar, quase masculino que usávamos no Primário. Lembro de ouvir rádio que funcionavam ainda a energia elétrica. Lembro das garrafas de refrigerantes de vidro com tampinhas. Lembro do guaraná caçula e da Coca-cola família. Lembro dos vestidos-tubinho. Lembro das fitas e arcos que usávamos nos cabelos. Lembro da touca que fazia todos os dias por ter cabelos crespos. Lembro dos shorts sociais que usávamos com bota até os joelhos. Lembro dos conjuntos de Banlon e Bouclé que usávamos com saias ou calças compridas. Feliz dia das crianças! Lembranças tão vivas na minha memória, que às vezes acho que ainda sou uma... Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 8:00 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Terça-feira, Outubro 06, 2009 A Era Dourada dos Seriados e Gibis ::Se estiver sem dentadura: Em tempos de arrumação aqui em casa e me desfazendo de coisas velhas, resolvi por fim a um móvel com baú que ficava ao lado da antiga cama do meu filho que hoje, aos 27 anos, mora sozinho. A cama já se foi há um bom tempo e o baú ficou. Servia como depósito de tudo que já não era mais usado. Aquelas coisas que, no fundo, você sabe que nunca mais vai precisar, mas não tem coragem de jogar fora. Aí vai acumulando com a desculpa: “depois eu vejo isso” ou “depois eu decido o que fazer”. E os anos vão passando... Bem, hoje foi o dia “D”... D arrumação e D jogar fora o que não preciso mais guardar. Claro que precisei de ajuda, e meu filho arrumou um tempinho para isso, mesmo porque muita coisa ali era dele. E o que seria uma simples operação de limpeza acabou, como eu já esperava, em uma “sessão nostalgia”. Fotos antigas, livros e brinquedos velhos e muita, muiiita tralha... O joystick que nunca funcionou direito, dos joguinhos de computador, foi direto pro lixo... Já os bonequinhos dos Comandos em Ação (GI-Joe) e os da turma do Batman (aqueles que você pressionava as pernas e eles moviam os braços), todos em perfeito estado, foram separados e só mudaram de endereço – foram para a casa do meu filho. Ele também separou para levar alguns livros, o pote de bolas de gude e os times de futebol de botão que ele pretende trazer de volta à atividade. Muito lixo depois, lá no fundo do baú, literalmente, encontrei algumas coisas minhas: meu livro do OBERG, curso de desenho, que durante algum tempo me deu a ilusão de que eu poderia vir a ser um desenhista profissional. Ali naquela apostila eu aprendi, passo a passo, a desenhar uma orelha, nariz, boca, olhos, cabelos... Depois, juntando tudo eu teria um rosto. Pelo menos essa era a teoria...
Exemplos das imagens da apostila. Eu vivia com meu estojo de lápis HB, B, 3B, 6B... Um para cada tipo de efeito que se queria obter e cheguei a rabiscar algumas coisas. Pensei até em dar um passo mais ousado e comprar telas e tintas. Mas depois de muitas aulas e muito treino passamos ao mais difícil: desenhar mãos e pés. Foi nesse ponto que eu percebi que a minha vocação talvez fosse para a fotografia... Ainda bem que não comprei as telas... Isso foi no final dos anos setenta. Voltando ao baú, lá estava também a minha coleção de “As Anedotas do Pasquim”, em cinco volumes, comprados entre 1975 e 1978. Me proporcionaram boas risadas... ![]() E, perdidas lá no fundinho, as derradeiras fitas cassete que ainda não tinham ido para o lixo. Afinal não tenho mais onde ouvi-las, não tenho mais meu tape-deck e, além disso, hoje tenho em CD tudo o que está ali gravado.
Fitas k7 da Gradiente, BASF e TDK.
Detalhe da BASF Chrome Maxima, de ótima qualidade para os padrões da época.
Estas são as últimas que ainda mantenho virgens e lacradas na embalagem original. Da esquerda para a direita: Scotch de 90 minutos; TDK SA-60, Super Avilyn, excelente fita de cromo, e a SONY UX-S, também de cromo e do mesmo nível da anterior. Essas últimas vinham com um selo oval com os dizeres “Best For CD”. Essas eu vou guardar de recordação, quanto às demais... Estou num momento de desapego. Fiquei com esses itens apenas para poder fotografar e ilustrar este texto. Quando eu estiver publicando este post quase tudo já terá ido para a lixeira. ... Provavelmente. (Desculpem a precariedade das fotos. Foram tiradas com o celular). UPDATE (16/10/09): Lendo o comentário do Itiro percebi que o meu texto talvez dê uma idéia errada das minhas "habilidades" como desenhista. As imagens da apostila do curso eram impressas, não foram desenhadas por mim. Meus rabiscos não eram tão bons... ::: Relembrado por Paulo 7:02 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Setembro 21, 2009 Coleção de plásticos![]() No nosso tempo, no tempo em que o Duque de Caxias ainda brincava de cowboy, a gente arrumava sempre algum motivo para colecionar alguma quinquilharia: chapinhas de refrigerantes ou cerveja, figurinhas, selos, chaveiros, gibis... e plásticos, por exemplo. Pois é. Hoje falarei dos antigos plásticos, que num certo momento que nem sei precisar quando, viraram “adesivos”. Mas eu sou do tempo em que se chamavam plásticos e não tinham cola. Para grudar em alguma superfície lisa, era preciso molhá-los. Com água ou saliva. Lembro que eles tinham um cheiro forte de amônia e vinham colados em papel transparente. Era só uma loja começar a distribuí-los que juntava uma petizada na porta, disputando a nova preciosidade.
Eu, como meus colegas da época, também colecionava plásticos coloridos. Uma vez, perdi uma porção deles. Caí na asneira de colá-los no pára-brisa do carro de um parente e, quando ele estacionou com o vidro abaixado, fizeram a festa. Ah, sim. Um outro modo de ampliar a coleção era afanar, passar a mão, surrupiar de carros, cujos motoristas dessem mole com o vidro abaixado. Naquela época se podia estacionar o carro para uma fugidinha num mercado ou numa quitanda e deixá-lo com os vidros baixos, para circular o ar, e não tinha um amigo do alheio para entrar e levar o veículo embora.
Com o tempo, acabei perdendo todo o resto da minha coleção de plásticos. Eram tão bonitos... Num sábado desses, fui na feirinha de antiguidades da Praça 15, aqui no Rio de Janeiro, e revi, numa banca (do meu amigo Caetano, de quem sou freguês), uma pasta cheia de plásticos da minha época. Reencontrei propagandas e lojas comerciais que há muito não mais existem. Quem aí não se lembra do Flit, da Esso, que matava todos os mosquitos e outros insetos? Antes de dormir, minha mãe borrifava Flit com aquela bombinha manual pelos quartos da casa. Fechava a porta, a mosquitada caía durinha no chão, e a gente podia dormir sem ser chupado ou ouvir aquele zumbido característico. E do Brylcreem? Aquela pasta branca que modelava nossos topetes. Era bem menos gorduroso que o Gumex. Eu usei os dois: primeiro o Gumex, e, tempos depois, o Brylcreem. (Como vocês podem ver, eu realmente sou antigo. Fui flanelinha no estacionamento de bigas do Ben-Hur...).
Alguém se recorda do Elefantinho da Shell, criado para fazer frente ao Tigre da Esso? E das lojas Cobrás? Essa cadeia de lojas se juntou a uma outra, a Tele-gel, criando a Brastel (“Na Brastel, tudo a preço de banana”), que faliu nos anos 80, num dos escândalos financeiros da época. Na esquina da rua que dava acesso ao meu colégio ficava uma loja Bemoreira (grande concorrente do Ponto Frio). No final das aulas, eu sempre dava uma passadinha por lá para ver se tinham distribuído algum plástico do PEP (era uma sigla de campanha marketeira que significava “Preço E Prazo”). Tinha o bonequinho com roupa de várias cores. Outra leva de plásticos que enriquecia nossas coleções era a de heróis do gibi. As revistinhas da Rio Gráfica vinham com selos na capa. Cada selo representava um certo número de pontos. Com cem pontos, a gente podia trocar por um plástico do Fantasma, Mandrake, Flecha Ligeira, Cavaleiro Negro, Nick Holmes, Brucutu, Búfalo Bill, Águia Negra... Com o sucesso dessa campanha, a Editora O Cruzeiro, que também editava gibis, lançou plásticos de seus heróis, como os Flintstones, Zé Colmeia, Dom Pixote, Pepe Legal... Minha coleção de plásticos era grande. Pena eles terem se perdido nas mudanças ou nas arrumações de quarto posteriores. Hoje, além de valiosos nas feiras de antiguidades, eles seriam pedaços de saudade do tempo em que “só a cabecinha” era apenas o pedido que o carrasco fazia às vítimas da guilhotina. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 1:38 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura:
O sonho não acabou...Formaram o maior grupo musical de todos os tempos. Essa semana só se falou neles em toda a internet. Lançamento do box de todos os cds gravados pelo grupo remasterizados digitalmente e o lançamento do jogo Rock Band para vídeo game, no dia 09.09.09. A trajetória dos Beatles começou no The Cavern Club, em Liverpool, e depois tomou o rumo do sucesso mundial. Ao longo de apenas poucos 8 anos, de 1962 a 1970, os Beatles mudaram para sempre a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando o comportamento da juventude de sua época, como ninguém havia feito antes. Esse fenômeno comportamental da década de 60 foi chamado de Beatlemania. Até hoje, nenhum outro grupo musical conseguiu reproduzir tal façanha. Depois de quase quarenta anos da divisão do grupo, as vendagens de discos continuam incríveis . O último lançamento, o álbum The Beatles 1, foi mais um sucesso, comprovando que a Beatlemania permanece viva... Portanto viva a Beatlemania! O Grupo: Paul McCartney nasceu em 18 de junho de 1942, em Walton Road Hospital, Liverpool. John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940, no Hospital Maternidade de Oxford Street, em Liverpool. Foi morto com 5 tiros, no dia 8 de dezembro de 1980, quando retornava ao Edifício Dakota, em Nova York, por um "fã" que, horas antes, havia lhe pedido um autógrafo. Ringo Starr na verdade chamava-se Richard Starkey Jr., nasceu em 7 de julho de 1940, na casa de seus pais. George Harrison nasceu em 25 de fevereiro de 1943, também na casa de seus pais, no endereço 12 Arnold Grove, Wavertree, Liverpool. Faleceu em 29 de novembro de 2001, vítima de câncer, na cidade de Los Angeles (USA). Hoje em dia é difícil acreditar que quatro garotos da classe trabalhadora de Liverpool (cidade portuária situada no norte da Inglaterra) tenham conseguido influenciar tanto o mundo a ponto de fazê-lo girar em torno de si mesmos. Ainda mais, levando em consideração os bem mais de trinta anos que separam a geração atual daquela do início dos anos 70. Entretanto, o grupo foi resistindo ao longo do tempo, moldando novas tendências de acordo com a sua ideologia transcedental. Para alguém que hoje, escuta pela primeira vez um álbum dos Beatles, sua música ainda chega a causar espanto. Revolver, Rubber Soul, Abbey Road e principalmente o Álbum Branco (The Beatles) são discos essenciais em qualquer lugar do mundo. E influencia tanto que, para quem ainda não sabe, a maioria das bandas e artistas atuais absorveram legados musicais de John, Paul, George e Ringo. Foi uma das maiores paixões de minha vida, musicalmente falando. Ícones da minha adolescência. Sei que vou chover no molhado, mas duvido que alguém seja capaz de dizer que nunca ouviu suas músicas, ou que nunca tenha tamborilado os dedos ouvindo uma, ou que nunca tenha dançado juntinho ou separado, ou que não tenha acompanhado seu ritmo com os pés, ou que nunca tenha assobiado uma dessas músicas: Impossível, improvável, inegável... Tudo que é bom dura o tempo suficiente para que seja inesquecível. Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 5:33 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Domingo, Setembro 06, 2009 Memória Escolar, de novo ::Se estiver sem dentadura: Viajando na maionese![]() Vamos brincar de fazer lista? Admito que sou viciado nisso. Não posso ver uma lista de preferências que começo logo a fazer a minha. Sobre qualquer assunto. Eu acho que todo mundo é assim, não é? A gente vê uma lista de alguém e nem que seja mentalmente já vai vendo o que concorda e o que discorda. Pois então, como estamos num blog dedicado aos saudosistas de plantão, farei algumas listas de preferências em temas que envolvam assuntos do tempo em que o Mar Morto não estava nem doente. Pensei em fazer listas dos “10 Melhores”, mas vi que ficaria muito grande. Então vai ser o “As três mais”. Escolhi as categorias: música, cinema e TV e uns temas bem enlouquecidos, tudo com mais de vinte anos, é claro. Vamos lá? Música As três frases de música brasileira mais esquisitas: 1 - “Um olho cego vagueia procurando por um” (da música “Frevo Mulher”) 2 – “Me deixa de quatro no ato, me enche de amor” (da música “Lança-Perfume”) 3 – “Tira essa bermuda que eu quero você sério!” (da música “Como eu quero”) Os três melhores do brega da Jovem Guarda: 1 – Ted Boy Marino cantando “Rapaz Moderno” 2 – Wanderley Cardoso cantando “Abraça-me forte” 3 – Bobby de Carlo cantando “Boneca que diz não” Cinema As melhores frases do cinema: 1 - “O grito do coração do artista ecoa por todo o mundo; eu quero apenas dar o melhor de mim” (do filme “A festa de Babette”) 2 - “Reúna os suspeitos de sempre” (do filme “Casablanca”) 3 - “Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária” (do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”). As três melhores comédias: 1 - Um dia nas corridas 2 - Deu a louca no mundo 3 - Um convidado bem trapalhão Televisão As três cenas mais ridiculamente engraçadas do seriado “Batman”: 1) Batman dançando um bat-twist 2) O Charada empurra Robin do alto de um edifício, Batman lança um batarangue, Robin apara com os dentes e é puxado. Depois diz: “Santos molares! Ainda bem que eu cuido dos meus dentes!” 3) Batman está pendurado numa bat-escada do bat helicóptero sobre o mar. Um tubarão morde a perna dele e fica preso. Robin grita: “Santas sardinhas!” e manda o bat-repelente de tubarão em spray para o herói. Os três comerciais de TV mais inesquecíveis: 1) Casas Pernambucanas 2) Cobertores Parahyba 3) Baratinha Rodox E aí? Querem fazer suas listas também? Escolham seus temas hilários e mandem bala! Vale qualquer coisa! PteroMarco ::: Relembrado por Jack 2:17 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Abbey Road![]() Muitas coisas legais da minha época de mocinha estão fazendo quarenta anos este ano ou fizeram ano passado. Woodstock, Apollo 11 (a chegada do homem a Lua), álbum Sargent Peppers, Jovem Guarda, etc. Pena que eu mesma já não tenha mais 40 anos... Sábado da semana passada completou quarenta anos (8 de agosto de 1969) que a famosa foto da capa deste álbum (o mais vendido dos Beatles) foi tirada. Como toda a mídia comentou, gostaria de ter sido meu dia de postar. Mas aqui vou eu mesmo com uma semana de atraso... Do lado de fora dos estúdios Abbey Road a sessão de fotos durou somente dez minutos. John, sempre apressado, só queria tirar a foto e sair logo dali. Eles deveriam estar gravando o disco e não posando para fotos idiotas, teria dito o beatle. A idéia da foto teria sido de Paul. Foram tiradas apenas seis fotos. Paul escolheu simplesmente a que achou melhor. E esta foto foi objeto dos rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de moto. Apesar de sabermos ter sido uma inteligente jogada de marketing, a lenda ainda é assunto dentre alguns beatlemaníacos. Na capa do LP eles estão atravessando a rua em uma faixa de segurança a poucos metros do estúdio. A foto teria supostas ‘pistas’ que dariam força e forma à morte do ídolo. Paul está descalço (fazia um calor absurdo e ele não estaria aguentando nada nos pés), fora de passo com os outros três companheiros, está de olhos fechados, tem um cigarro na mão direita (ele é canhoto), dentre outros tantos... Para ver alguns indícios precisaríamos certamente de uma lupa. Como a chapa do fusca estacionado (beetle pra eles) teria LMW 281F – Lennon e McCartney was (Lennon e McCartney foram, eram – no sentido de parceria musical); ou segundo outra corrente Linda McCartney widower (Linda McCartney viúva). 28 if (se em inglês) – Vinte e oito anos se Paul estivesse vivo, depois constatado ser o número um. Haveria também um carro de defuntos (rabecão preto usado em funerais) estacionado próximo à faixa, e eles estariam atravessando a rua em direção ao cemitério perto de Abbey Road. Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Convenhamos que, se o Paul da capa fosse um sósia, seria um sósia também muito talentoso, pois esse grande disco e o restante de sua carreira revelam o grande artista que ele é. Para mim, sem sombra de dúvida. Sempre fui fã dele. Sem que ninguém soubesse disso, ele foi o genro que minha mãe pediu a Deus. Nem ele nem ela nunca souberam disso. Fazia parte do meu imaginário juvenil. ![]() Link para webcam ao vivo no local da foto. Mais informações, clique aqui. Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 6:13 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Sábado, Agosto 08, 2009 Memória escolar ::Se estiver sem dentadura: ![]() Eu não tenho dúvida de que esse nosso Playground é realmente um lugar muito divertido. Às vezes me faz rir, às vezes me faz sonhar e às vezes até me emociona, mas sempre é uma viagem. Há pouco a tv Globo transmitiu o show pelos cinquenta anos de carreira do Roberto Carlos... Muito bonito, por sinal. Não sou um fã ardoroso do eterno rei da Jovem Guarda, mas é inegável o papel que ele representa no cenário musical brasileiro. Ele tem algumas composições das quais eu não gosto, de uma fase que eu considero meio brega e pouco inspirada. Perdoem-me os fãs, não quero estabelecer nenhuma polêmica, mas gosto é gosto e cada um tem o seu. Por outro lado, há algumas pérolas que ele compôs, já na sua fase romântica, que me tocam e eu acho maravilhosas. Mas eu curti mesmo foi o período em que ele comandava o programa “Jovem Guarda” e dominava as tardes de domingo. Na segunda metade dos anos sessenta, numa data que já não recordo, a cidade de Sorocaba/SP, a menos de 100 km da capital, ficou em polvorosa: o Rei Roberto Carlos ia se apresentar ali, no Ginásio de Esportes da cidade. Eu era garoto, mas fui acompanhado pela minha avó que, além de fã de Roberto, fazia todas as minhas vontades. Minha avó tinha um espírito jovem e um pique invejável, e gostava das músicas e dos ídolos da juventude daquela época. O ginásio lotou e, com algum atraso, Roberto apareceu no palco montado na extremidade da quadra. Vestia uma calça escura muito justa e uma camisa verde de gola alta. Naquele momento uma espécie de urro das primeiras centenas de pessoas que perceberam a sua presença, virou uma gritaria descontrolada. Roberto tentou agradecer e dizer algumas palavras, mas parecia que o ginásio viria abaixo, até que os primeiros acordes se fizeram ouvir. Roberto apresentou os seus maiores sucessos acompanhado por um coro de todas as vozes presentes. Dali em diante RC dominou o espetáculo com muita simpatia e alguma timidez. Um jovem que ainda não tinha noção do que estava destinado a se tornar. O show foi ótimo e tudo transcorreu em paz, ao contrário do que ocorreu no show do Erasmo Carlos, algum tempo depois em um clube no centro da cidade. Erasmo tinha fama de brigão e parece que reagiu às provocações de alguns jovens da cidade na saída do clube. E o pau comeu... Eu não estava presente e soube dos detalhes por alguns colegas que estavam por lá. Erasmo sempre fez mais o tipo “bad boy”. Naquela época era comum os jovens do local ficarem enciumados com a euforia das meninas por rapazes da capital, mesmo que fossem ídolos da TV. Acho que até hoje ainda é um pouco assim, mas com muito menor intensidade. Engraçado como, de repente, me lembrei de detalhes daquele show há muito esquecidos... É como eu disse no início, o Play sempre me faz viajar... Ah... As respostas do meu último post, do dia 4 de julho, estão aqui. Confiram. ::: Relembrado por Paulo 7:17 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Cuidado com a serpente!A festinha na casa do Jurandyr estava animada. Na madrugada, vitrola rolando um soul, tocando Al Green sem parar... (Clique aqui para ouvir também). Os casais dançando coladinhos sob a luz negra que transformava todos os pardos em gatos. Subitamente, um grito: - Aaaaaiiii!!! Assim, não! Isso não! A Maria estava dançando com o Alcir quando começou a reclamar em altos brados. Ato contínuo, largou-o no meio do salão. O cara veio cabisbaixo para o lado em que eu e outros amigos estávamos. Na festa, aquele climão. Todos queriam saber o que tinha acontecido. Alcir pegou um copo com cuba libre e ali, de perto, nós percebemos a razão do escândalo. O cara parecia que estava com uma garrafa de coca-cola no bolso. O vergalhão chegava a latejar, ameaçando furar a calça de tanta excitação. Nossa primeira atitude foi debochar do Alcir, mas intimamente estávamos solidários com ele. Aquilo podia acontecer com qualquer um. As meninas olhavam para ele com cara de reprovação. O pobre indivíduo parecia trazer na testa a palavra “tarado” em neon. Na verdade, aquela era uma situação-pesadelo que todos nós, rapazes com os hormônios em ebulição, temíamos com todas as forças. Quando a gente tirava uma moça para dançar coladinho, tinha toda preocupação do mundo em conter os arroubos do “Sr. Pinto”. Especialmente se ela fosse: 1) desconhecida na área; 2) boazuda. A Maria se encaixava no quesito número 2. Pois é. Quem não é do tempo dos Flintstones como nós, vai para a boate ouvir música bate-estaca e se acaba de dançar... sozinho. Nos bailes de nossa época, na maior parte do tempo, envolvíamos a dama nos braços e ficávamos naquele “dois pra lá, dois pra cá”. E a gente dançava fazendo exercício de Yôga para não despertar a serpente. Porque, se ela acordasse e cutucasse a moça, certamente o cara seria largado no meio da pista de dança, com o drops na mão, quer dizer, nas calças. Eu tinha meus truques para manter a jibóia mansa, quando dançava com uma moça particularmente suculenta: mentalmente recitava a escalação do time do Flamengo e depois a dos outros times cariocas. Parece bobagem, mas isso aliviava a pressão e evitava que naquele roça-roça houvesse maiores oscilações com o material localizado entre a virilha direita e a esquerda. A não ser quando a moça estivesse a fim, o que era mais raro do que encontrar figurinha carimbada do Garrincha. Tinha gente que fazia loucuras, com medo de não se conter. Noutro dia de bailinho, um cara para evitar problemas, foi ao banheiro e, com um pedaço de barbante, amarrou a cobra na perna. Não que ele fosse particularmente bem dotado, uma criatura ajumentada. Era só para o caso de não conseguir segurar a naja só com a força do pensamento... Feito isso, foi tirar as moças para dançar despreocupadamente. Quando ele foi ao banheiro tirar uma água do joelho verificou, horrorizado, que o seu... er... bigorrilho estava roxo feito uma berinjela asfixiada! Mais um pouco e seria “perda total”! Se a gente contar estas histórias para a mocidade atual eles vão rachar o bico de tanto rir, debochando da gente. Hoje em dia, meninas de 11 anos dão um malho no namorado, mas um amasso daqueles de fazer “O último tango em Paris” parecer desenho do Bob Esponja. E isso debaixo do sol, no meio da rua, na porta do colégio! Desafortunadamente, as moças da minha época só deixavam a gente tomar alguma (pouca) intimidade quando a aliança estava na mão direita e o casamento marcado. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 11:31 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Homem na Lua![]() Hoje vou aproveitar o gancho da comemoração desta semana. Lembrei-me que vi a transmissão da primeira descida do homem à Lua. O primeiro passo de Neil Armstrong ao vivo pela TV. Acho que já era até a Globo... Exatamente! Parece até coisa de hoje em dia, shows ao vivo pela Internet, depois aparecendo no Youtube... E a Globo aqui no litoral paulista não pegava nem com a antena externa. Contraditoriamente me lembro nitidamente da imagem. Totalmente cheia de chuviscos... A Globo pegava tão mal aqui na região que realmente foi quase uma odisséia desta jurássica ver os pés do astronauta descendo as escadas do tal módulo lunar da Apollo 11 (chamada Eagle). E além de tudo na TV do quarto dos meus pais que nem antena externa tinha (raridade também uma segunda TV na mesma casa). Uma anteninha interna da própria TV fez com que meus olhos até duvidassem do que eu estava tanto me esforçando para ver. E como sempre gostei de ficção científica, nada melhor do que ser testemunha ocular de um fato, para mim, tão importante. Era dia 20 de julho de 1969. Quarenta anos atrás. Tarde, bem tarde da noite. E ainda hoje muita gente duvida de que aquilo realmente tenha acontecido. Que não foi uma encenação da NASA ou manipulação do povo americano. Eu vivi intensamente aqueles poucos minutos que pude ver aquelas sombras na pequena TV preto e branco portátil, sem antena externa no topo do telhado. Agora me bateu uma dúvida cruel: vi realmente ao vivo este fato inédito ou a lembrança que tenho são das incansáveis reprises do fato? Saiba mais sobre o projeto Apollo neste link. E se a Internet já existisse há quarenta anos? Acesse, é bem interessante! Na Veja, aqui, muito legal... Update: Aqui, o site da NASA. Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 6:09 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Domingo, Julho 12, 2009 Atrizes e Musas de Antanho ::Se estiver sem dentadura: Partindo dessa premissa, vamos dar continuidade às brincadeiras. Pelo menos até a inspiração ressurgir e eu conseguir escrever algo. Mas acho que talvez eu esteja exigindo demais da memória dos amigos frequentadores aqui do Play, perguntando sobre artistas do século passado ou filmes da época em que os cinemas ainda eram na rua e nem existiam shoppings. Talvez apelando para a memória visual fique mais fácil. Então vai ser simples: eu coloco a foto do artista e vocês dizem o nome do dito cujo. Fácil, né? As fotos abaixo, acreditem, são de figuras conhecidas nacional e/ou internacionalmente. Só que, pra não facilitar demais, busquei fotos de antes da fama. BEM antes da fama... Tipo álbum de família. Então vamulá, de quem são essas carinhas fofinhas?
02-
03-
04-
05-
06-
07-
08-
09-
10-
11-
12-
13- ![]() As respostas estarão aqui na minha próxima postagem. Respostas do meu último post (08/06): 1 – Nora Ney; 2 – Cauby Peixoto; 3 – Toni e Celly Campello; 4 – Os Terríveis; 5 – Moacyr Franco; 6 – Fábio Jr.; 7 – Essa foi uma "pegadinha", dentro da brincadeira. Uncle Jack era o nome de um grupo cujo vocalista era ninguém menos que... Fábio Jr.; 8 – Jessé; 9 – Michael Sullivan; 10 – Morris Albert. ::: Relembrado por Paulo 10:44 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: O Túnel do Tempo![]() Eu sempre fui fascinado pelo tema “viagem no tempo”. Meu filme favorito é “Em Algum Lugar do Passado”, tenho um blog que se dedica em relembrar os bons tempos vividos e escrevo em outro junto com dois rapazes e uma moça do tempo em que o Coliseu era só um terreno baldio. Logo, não é de admirar a ninguém que eu tenha a antiga série “Túnel do Tempo” como uma de minhas favoritas.
Ela foi produzida entre 1966 e 1967 e infelizmente só durou uma temporada de 30 episódios. E detalhe: tenho todos eles em DVD! Irwin Allen, criador da série, disse que a baixa audiência que teve no canal ABC não justificava os altos custos da produção de cada episódio. Depois que o seriado foi cancelado, virou cult, sendo reprisado volta e meia. A série tratava das histórias vividas por dois cientistas que trabalhavam para o supersecreto Projeto Tic-Toc, que tinha custado bilhões de dólares ao governo americano. Tratava-se de uma máquina, o Túnel do Tempo, que podia transportar pessoas e objetos através do tempo. O elenco básico da série era: James Darren (Dr. Anthony Newman), Robert Colbert (Dr. Douglas Phillips), Lee Meriwheter (Dra. Ann McGregor), Whit Bissel (General Kirk) e Jon Zaremba (Dr. Raymond Swain).
Logo no primeiro episódio, para impedir que um senador americano cortasse a verba para o projeto, Tony e depois Doug, entram no Túnel e vão para o passado, caindo a bordo do Titanic, na véspera do choque com o iceberg. Já deu para sentir a agonia que dava vê-los tentar convencer o comandante do navio que aquela joça iria afundar... Como a máquina do tempo ainda estava em estágio experimental, os dois não podiam retornar ao tempo presente. Por isso, nos episódios seguintes, eles foram para diversas épocas, vivendo aventuras com personagens da História mundial ou presenciando fatos históricos marcantes: uma aparição do cometa de Halley (1910),
Pearl Harbour, em um dia antes do bombardeio japonês (1941) (veja a foto), a Guerra de Tróia, a Revolução Francesa (1789), encontraram o presidente Lincoln (1861), Merlin e o Rei Arthur, Josué e as Muralhas de Jericó, Genghis Khan... E o mais curioso é que onde quer que caíssem, todo mundo falava em inglês! De qualquer forma, no Brasil, a série foi um grande sucesso tendo sido até utilizada como referência por professores de História. O menino PteroMarco ficava fascinado por aqueles caras que podiam viajar no tempo pra lá e pra cá. Eu imaginava se um dia isso seria mesmo possível e que eu adoraria ser voluntário em um projeto desses. Pensava nos eventos que eu gostaria de conhecer ao vivo e em cores.
De cara, o primeiro que eu gostaria de presenciar seria os últimos dias de Jesus na Terra. Além do lado religioso, eu ia querer conferir aspectos que estão nos Evangelhos e que eu acho que foram deturpados ao longo do tempo. Mas, como não falo hebraico antigo, ia querer viajar no Túnel do Tempo imaginando que Jesus, Pedro, Judas, Pôncius Pilatos, todos falassem em inglês para eu poder me comunicar com eles. Dos atores que participaram do elenco da série, Bissel e Zaremba já faleceram. Lee Meriwheter
virou uma vovó lindona, aos 74 anos (veja a foto), James Darren (72 anos) se tornou um cantor de Las Vegas, com um jeitão brega toda vida (veja a foto da capa de um de seus discos) e Robert Colbert (78 anos) vive aparecendo em eventos que celebram as antigas séries de TV. Só que engordou, ficou careca, mais parecendo aquele tio-avô super-divertido que a gente tem (veja a foto também).
E você, gostaria de viajar no Túnel do Tempo? Que evento histórico gostaria de presenciar? ****************************************************** Bem, como o Quiz chegou para ficar aqui neste recanto de jovens BEM experientes, aí vai uma pergunta, com múltipla escolha para animar a rapaziada: Doug e Philip viajaram no tempo para vários lugares, em diversas épocas. Em qual dos locais abaixo eles NÃO foram: a) Na lua. b) Na ilha do Diabo c) Na Floresta de Sherwood, com Robin Wood d) No Egito, com Cleópatra e) No Velho Oeste, com Billy the Kid Respondo na próxima postagem. ****************************************************** Agora, vamos às respostas do teste da minha postagem anterior (“A pergunta é...”). Vocês reclamaram, disseram que estava muito difícil, mas acreditem se quiser: eu não pesquisei nada para elaborar as perguntas. Fiz todas de cabeça e sei as respostas sem colar. Ei-las: Essa é moleza! 1 – Almoço com as estrelas 2 – Betty Ross (representada recentemente nos dois filmes sobre o Hulk num pela sempre deliciosa Jennifer Connely e no outro pela Liv Tyler) 3 – Thor, o deus do trovão. 4 – Fred, Zumbi e Meio-Quilo. 5 – O Direito de Nascer Huum...Tô quase me lembrando! 1 – Batendo o martelo no chão. 2 – A Grande Chance (que revelou o Emílio Santiago, por exemplo...) 3 – Sea view 4 – Sergio Cardoso 5 – Um cavalo falante Pelas barbas do Capitão Furacão! Essa é pedreira! 1 – O gato Foguinho. Era uma atração do Capitão Aza. 2 – Dr. Kuruiwa 3 – Chefe O’Hara 4 – Salvamento Internacional (tem certas dublagens que chamam de “Resgate Internacional”). 5 – “Iupiii! Iapeteeei! Iapetapetapetapeta...!” Muito fácil, moçada! Até mês que vem, amiguinhos! PteroMarco ::: Relembrado por Jack 10:14 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: |
||||